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domingo, 2 de janeiro de 2011

A voz de um cadáver



A voz de um Cadáver

São vermes,que minha carne comem
São terrores noturnos de um caixão fechado
É a claustrofobia da Morte
É o medo de um finado homem

Meu corpo exala um mau cheiro terrível
Minha carne apodrece na terra 
Abaixo de sete palmos,o peso é maior
Maior que o negro cavaleiro,um ser temível

Minhas mãos atadas ao peito
Seguram um coração parado
O  sangue escorrendo pelas narinas
Revelam um pulmão sem nenhum preito

Há uma dor muda,silenciosa
A dor de um morto-vivo
Que vê diante de si
Uma dança sinuosa

A dança revela na dor
O poder do cavaleiro 
Como imagens a minha frente
Ódio, violência e amor

Na face do caixão
Imagens de uma vida sem paixão
De uma vida já vencida
Vencida pela solidão



Anderson Cristiano Alves

3 comentários:

  1. Olá! Feliz 2011!E nossa! Já começando com um poema gótico... Foi você mesmo que escreveu? Achei muito bom! Participe do concurso literário esse ano! Eu não sou de escrever poesias, então não participo, mas você devia.

    Passando também para avisar que indiquei seu blog ao Prêmio Dardos:
    "O Prêmio Dardos é o reconhecimento dos ideais que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc… Que em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras e suas palavras."
    É um tipo de corrente entre blogs. As regras estão nessa postagem:
    http://estudando-letras.blogspot.com/2011/01/diario-de-bordo-sobre-as-atualizacoes.html
    Espero que goste.

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  2. oiii!adorei seus textos,poesias,bem resolvi seguir este blog seu pois me identifiquei mais com ele,você escreve muito bem!ah se tiver um tempo da uma olhada no meu blog!=DD bj
    nemsempreeperfeito.blogspot.com

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    Respostas
    1. Obrigado pelo reconhecimento estou vendo seu blog muito legal também...continue assim

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