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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

As vezes sinto saudade de poder encontrar comigo mesmo no meu passado,então eu me lembro que queimei meus diários e cadernos de poesias.

Caderno velho



Caderno velho 

Então abro o velho caderno empoeirado e ele explode em emoções,amores e dramas diante de meus olhos numa leitura que ofusca minha visão.

Um pouco de sono


Um pouco de sono

Um pouco de sono
Um pouco de insônia
Um pouco de leituras
Um pouco de tédio
Um pouco de dor nas costas
Um pouco de frio
Um pouco de calor
Um pouco de silêncio
Um pouco de barulho

Um pouco de tudo
Combinado com um pouco de nada 

Um pouco de amigos
Um pouco de sorrisos
Um pouco de dor
Um pouco de amor
Um pouco de amor...


Bem pouco...

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Noite


Noite 

Percebi
que a noite quente escorria
pelas paredes gélidas 
de meu quarto escuro
A penumbra da madrugada
consumia meus pensamentos vagos

Senti o cheiro da solidão preencher
meu copo suado sobre a mesa
Bebi do copo e adormeci

Acordei com o gosto amargo do fracasso na boca.

A caixa

Abri aquela antiga caixa com as mãos suadas e frias
O peito pulsava de tensão
Emoção
Aflição
Tensão
Atenção
Tudo fluía
com certa convicção
Medo...

Solidão na madrugada quente
Paredes escorrendo de curiosidade
Coração

Dentro da caixa...
Poesias escritas em papel de pão.

Um dia você abre um caderno velho e empoeirado que se chama coração e reencontra as poesias que escrevia quando o caderno ainda estava sendo usado,nesse momento você percebe que elas não fazem mais o mesmo sentido.