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domingo, 2 de junho de 2013

Timidez


Timidez 

Na verdade nunca se amou
Na verdade...
''Nada''
É uma palavra esperando tradução
Na verdade...
Nada esconde essa minha timidez

Na verdade eu sou assim
Esse poeta tímido
Ao mesmo tempo sem pudores
Na verdade eu não vou chorar

Na verdade eu não vou falar

A verdade 

A morte




A morte 

A morte que havia na panela
A morte que fez um homem rico
A morte que havia na panela foi tirada
A morte que trouxe vida
A morte que havia na panela
A morte que da vida o nó desata
A morte?
O que significa?
A morte?
O que dizer?
Ah!

A morte que eu comi 
Era um doce feito de maçãs bem vermelhas

terça-feira, 26 de março de 2013

Riso


''Um riso inocente...
de uma piada boba carregada de sentimentos...
e lágrimas''

Anderson Cristiano Alves 

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

As vezes sinto saudade de poder encontrar comigo mesmo no meu passado,então eu me lembro que queimei meus diários e cadernos de poesias.

Caderno velho



Caderno velho 

Então abro o velho caderno empoeirado e ele explode em emoções,amores e dramas diante de meus olhos numa leitura que ofusca minha visão.

Um pouco de sono


Um pouco de sono

Um pouco de sono
Um pouco de insônia
Um pouco de leituras
Um pouco de tédio
Um pouco de dor nas costas
Um pouco de frio
Um pouco de calor
Um pouco de silêncio
Um pouco de barulho

Um pouco de tudo
Combinado com um pouco de nada 

Um pouco de amigos
Um pouco de sorrisos
Um pouco de dor
Um pouco de amor
Um pouco de amor...


Bem pouco...

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Noite


Noite 

Percebi
que a noite quente escorria
pelas paredes gélidas 
de meu quarto escuro
A penumbra da madrugada
consumia meus pensamentos vagos

Senti o cheiro da solidão preencher
meu copo suado sobre a mesa
Bebi do copo e adormeci

Acordei com o gosto amargo do fracasso na boca.

A caixa

Abri aquela antiga caixa com as mãos suadas e frias
O peito pulsava de tensão
Emoção
Aflição
Tensão
Atenção
Tudo fluía
com certa convicção
Medo...

Solidão na madrugada quente
Paredes escorrendo de curiosidade
Coração

Dentro da caixa...
Poesias escritas em papel de pão.

Um dia você abre um caderno velho e empoeirado que se chama coração e reencontra as poesias que escrevia quando o caderno ainda estava sendo usado,nesse momento você percebe que elas não fazem mais o mesmo sentido.

Então...
Então você vai sentindo aquela dor atravessando seu peito e queimando como um ferro quente na carne crua, é inevitável tamanho sofrimento...
Aos poucos vai adormecendo,quando acorda percebe que tudo passou e que seu coração está novamente pronto para outra.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Limites



Limites

Desejo quebrar esses limites
Desejo superar a dor dessa ausência
Sorrisos amarelos não reconstroem uma vida

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

SENTIMENTO DESAMOR



SENTIMENTO DESAMOR 

Que meu olhar...
permeie o intimo do coração devasso.

Assim o diga que é
por bem o que faço.

Na angustia, seus olhos... 
Vejo cansados
buscando a alguns tempos 
os sonhos que estão enterrados

Que meu falar o cale
SENTIMENTO DESAMOR

Que minha boca o fale,
que em meu beijo há sabor.

E que no toque suave de um beijo morno,
há um salivar de amor sem nenhum temor.



terça-feira, 13 de setembro de 2011

João Grandão



João Grandão

João Grandão  era um rapaz boa pinta e inteligente,morava em Sorocaba no interior de São Paulo,era determinado e sabia bem o que queria da vida,sua maior determinação era conseguir criar centenas de músculos no braços e nas costas,por isso vivia na academia matando se nos exercícios físicos,aquilo lhe trazia prazer mais que as mulheres gostosas.
Todo o dia acordava cedo, batia um suplemento de chocolate com leite e tomava de canudinho, pegava sua mochilinha da Nike, os óculos de sol da D&G e ia para a academia correndo em meio as árvores do Parque Campolim, nem olhava para o lado quando encontrava outro fortão com seu cachorro pitbull.
Adorava pegar pesado no treino e gritava muito quando fazia supino livre, as veias do pescoço pareciam que iam estourar e jorrar sangue de macho, João as vezes precisava de ajuda nas seqüências de exercícios,adorava quando Gabriel o personal trainer  o ajudava,aquele homem mexia com a mente de João Grandão.De shorts curtos,regata preta,um braço incrivelmente malhado e pernas bem torneadas,Gabriel fazia o orifício inferior corrugado do reto de João piscar violentamente.
Às vezes João puxava o ferro dos equipamentos olhando para o espelho onde Gabriel era refletido com todo o seu charme de deus grego,quando chegava em casa João ligava o chuveiro deixava o vapor tomar conta do banheiro,colocava um cd da Lorena Simpson e se deliciava pensando em Gabriel e naquele volume que no ultimo treino encostou em sua perna.
Um dia João voltou da academia, foi até a geladeira, pegou um pepino, revestiu-o com uma camisinha e foi tomar banho, deliciou-se com o pobre vegetal indefeso... 

Assim seguiram se vários dias....

Muitos pepinos, cenouras, bananas e nabos depois João começou a afogar seu ganso em uma mulher linda que conheceu na General Carneiro, adorava ser passivo da mulher com brinquedinho, isso tudo lhe agradava e lhe dava prazer, mas o assunto mudava quando estava com os amigos. Ele era homem, homem com H maiúsculo de homossexual, não admitia brincadeiras de mão, muito menos certas viadisses de hetero.
Um dia João entrou no Orkut e leu um recado de um amigo virtual, neste domingo seria a parada do orgulho gay em sua cidade, mordeu os lábios deu uma piscadela, tomou um banho, colocou a melhor regatinha branca e a melhor calça colada da Zoomp, calçou o Adidas branco com amortecedor de gel e foi arrasar no parque campolim.
Arrasou mesmo, arrasou tanto que saiu na TV, quebrou uma lâmpada de mercúrio no rosto de um rapaz e espancou outro até a morte, afinal João era pitboy e odiava gays ele era homofóbico, foi preso dormiu uma noite no DP e voltou para a casa no dia seguinte.



Anderson Cristiano Alves




Olá meus caros leitores ,faz alguns meses que não passo por aqui nem para falar um simples oi, Blog desatualizado é o fim,por isso estou aqui para postar algo novo neste Blog,hoje começo a postar semanalmente as minhas crônicas de humor,espero que gostem.

sexta-feira, 1 de julho de 2011



"Eu escrevo como se fosse para salvar a vida de
 
alguém. Provavelmente a minha própria vida."


Clarice Lispector

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Contradição do poeta






Contradição do poeta


Há um coração que bate em prantos de alegria.
Suspira amor e ternura na paixão sem controle.
Seu som é forte e contagia.
E seu pranto já tem quem o console.


Um pranto sorridente de amor.
Um pranto cheio de sentidos.
Uma vida de desejo e de calor.
Vive agora a ausência de gemidos.


O que parecia incurável.
Hoje é são e feliz.
Cheio de paz e amor inefável.
Aquele poeta triste se contradiz.


Se contradiz em seus antigos versos de dor.
Versos sem vida,versos sem cor.
O que antes era morte triste.
Hoje é vida ,sem dor.


Hoje é cor, em um arco-iris de amor.


Anderson Cristiano Alves 29/06/2011

sábado, 25 de junho de 2011

Nome Composto de Doug Santander

Olá pessoal, raramente costumo escrever falando diretamente aos leitores,mas hoje tive que mudar a forma de escrever depois de ler um poema que me tirou o fôlego,trata-se de um poema magnífico de um amigo Chamado Douglas Santander,aluno do curso de letras na Universidade de Sorocaba.
Esta é a segunda vez que posto um poema que não é meu neste blog, a primeira foi quando postei um de Fernando Pessoa,''Autopsicografia'',acreditem eu sou egoísta e umbigocêntrico e não gosto de colocar aqui aquilo que não é meu,enfim...Este poema é digno.
Não quero comparar os gênios,mas mesmo assim ambos me causam um misto de espanto e admiração...
Abaixo podemos ver a simplicidade da construção unida ao jogo de rimas e palavras,isso só reforça minha teoria de que a poesia é arte , vamos curtir um pouco ?

Clique na foto para melhor visualizar


Friamente

Que minha poesia, sempre...
Ultrapasse friamente...
Os limites da humana compreensão.
E que assim crie,o que em mim se sente.


Que a dor seja dor.
Que a morte seja morte.
Que o amor seja amor.
Que a sorte seja sorte.


Todos sejam de verdade.
O que lhes é destinado.
Que sejam puros e livres.
De regra ou de pecado.


Mas que seja friamente.
Sem dó nem piedade.
Que seja cruel.
Sem medo da verdade.


Que cause dor.
Que cause amor.
Que cause morte .
Que cause sorte.


Mas que alguma coisa cause! 
Espero eu...




Anderson Cristiano Alves 26/06/2011

Admiro de voz calada aquilo que não perfeitamente entendo...
O que em um passado não tão distante era glória,hoje é resto de um misto de derrota e esquecimento.

Anderson Cristiano Alves 25/06/2011