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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

SENTIMENTO DESAMOR



SENTIMENTO DESAMOR 

Que meu olhar...
permeie o intimo do coração devasso.

Assim o diga que é
por bem o que faço.

Na angustia, seus olhos... 
Vejo cansados
buscando a alguns tempos 
os sonhos que estão enterrados

Que meu falar o cale
SENTIMENTO DESAMOR

Que minha boca o fale,
que em meu beijo há sabor.

E que no toque suave de um beijo morno,
há um salivar de amor sem nenhum temor.



terça-feira, 13 de setembro de 2011

João Grandão



João Grandão

João Grandão  era um rapaz boa pinta e inteligente,morava em Sorocaba no interior de São Paulo,era determinado e sabia bem o que queria da vida,sua maior determinação era conseguir criar centenas de músculos no braços e nas costas,por isso vivia na academia matando se nos exercícios físicos,aquilo lhe trazia prazer mais que as mulheres gostosas.
Todo o dia acordava cedo, batia um suplemento de chocolate com leite e tomava de canudinho, pegava sua mochilinha da Nike, os óculos de sol da D&G e ia para a academia correndo em meio as árvores do Parque Campolim, nem olhava para o lado quando encontrava outro fortão com seu cachorro pitbull.
Adorava pegar pesado no treino e gritava muito quando fazia supino livre, as veias do pescoço pareciam que iam estourar e jorrar sangue de macho, João as vezes precisava de ajuda nas seqüências de exercícios,adorava quando Gabriel o personal trainer  o ajudava,aquele homem mexia com a mente de João Grandão.De shorts curtos,regata preta,um braço incrivelmente malhado e pernas bem torneadas,Gabriel fazia o orifício inferior corrugado do reto de João piscar violentamente.
Às vezes João puxava o ferro dos equipamentos olhando para o espelho onde Gabriel era refletido com todo o seu charme de deus grego,quando chegava em casa João ligava o chuveiro deixava o vapor tomar conta do banheiro,colocava um cd da Lorena Simpson e se deliciava pensando em Gabriel e naquele volume que no ultimo treino encostou em sua perna.
Um dia João voltou da academia, foi até a geladeira, pegou um pepino, revestiu-o com uma camisinha e foi tomar banho, deliciou-se com o pobre vegetal indefeso... 

Assim seguiram se vários dias....

Muitos pepinos, cenouras, bananas e nabos depois João começou a afogar seu ganso em uma mulher linda que conheceu na General Carneiro, adorava ser passivo da mulher com brinquedinho, isso tudo lhe agradava e lhe dava prazer, mas o assunto mudava quando estava com os amigos. Ele era homem, homem com H maiúsculo de homossexual, não admitia brincadeiras de mão, muito menos certas viadisses de hetero.
Um dia João entrou no Orkut e leu um recado de um amigo virtual, neste domingo seria a parada do orgulho gay em sua cidade, mordeu os lábios deu uma piscadela, tomou um banho, colocou a melhor regatinha branca e a melhor calça colada da Zoomp, calçou o Adidas branco com amortecedor de gel e foi arrasar no parque campolim.
Arrasou mesmo, arrasou tanto que saiu na TV, quebrou uma lâmpada de mercúrio no rosto de um rapaz e espancou outro até a morte, afinal João era pitboy e odiava gays ele era homofóbico, foi preso dormiu uma noite no DP e voltou para a casa no dia seguinte.



Anderson Cristiano Alves




Olá meus caros leitores ,faz alguns meses que não passo por aqui nem para falar um simples oi, Blog desatualizado é o fim,por isso estou aqui para postar algo novo neste Blog,hoje começo a postar semanalmente as minhas crônicas de humor,espero que gostem.

sexta-feira, 1 de julho de 2011



"Eu escrevo como se fosse para salvar a vida de
 
alguém. Provavelmente a minha própria vida."


Clarice Lispector

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Contradição do poeta






Contradição do poeta


Há um coração que bate em prantos de alegria.
Suspira amor e ternura na paixão sem controle.
Seu som é forte e contagia.
E seu pranto já tem quem o console.


Um pranto sorridente de amor.
Um pranto cheio de sentidos.
Uma vida de desejo e de calor.
Vive agora a ausência de gemidos.


O que parecia incurável.
Hoje é são e feliz.
Cheio de paz e amor inefável.
Aquele poeta triste se contradiz.


Se contradiz em seus antigos versos de dor.
Versos sem vida,versos sem cor.
O que antes era morte triste.
Hoje é vida ,sem dor.


Hoje é cor, em um arco-iris de amor.


Anderson Cristiano Alves 29/06/2011

sábado, 25 de junho de 2011

Nome Composto de Doug Santander

Olá pessoal, raramente costumo escrever falando diretamente aos leitores,mas hoje tive que mudar a forma de escrever depois de ler um poema que me tirou o fôlego,trata-se de um poema magnífico de um amigo Chamado Douglas Santander,aluno do curso de letras na Universidade de Sorocaba.
Esta é a segunda vez que posto um poema que não é meu neste blog, a primeira foi quando postei um de Fernando Pessoa,''Autopsicografia'',acreditem eu sou egoísta e umbigocêntrico e não gosto de colocar aqui aquilo que não é meu,enfim...Este poema é digno.
Não quero comparar os gênios,mas mesmo assim ambos me causam um misto de espanto e admiração...
Abaixo podemos ver a simplicidade da construção unida ao jogo de rimas e palavras,isso só reforça minha teoria de que a poesia é arte , vamos curtir um pouco ?

Clique na foto para melhor visualizar


Friamente

Que minha poesia, sempre...
Ultrapasse friamente...
Os limites da humana compreensão.
E que assim crie,o que em mim se sente.


Que a dor seja dor.
Que a morte seja morte.
Que o amor seja amor.
Que a sorte seja sorte.


Todos sejam de verdade.
O que lhes é destinado.
Que sejam puros e livres.
De regra ou de pecado.


Mas que seja friamente.
Sem dó nem piedade.
Que seja cruel.
Sem medo da verdade.


Que cause dor.
Que cause amor.
Que cause morte .
Que cause sorte.


Mas que alguma coisa cause! 
Espero eu...




Anderson Cristiano Alves 26/06/2011